U. Lamas – Entrevista a Joel Magalhães

Portugal Sport – As últimas duas temporadas foram vividas cheias de inconvenientes no futebol nacional, em especial nas divisões inferiores. De que forma as circunstâncias vividas mexeu com o balneatório de uma equipa que trabalha com o objetivo de regressar aos nacionais?

Joel Magalhães – A época passada começou cheia de condicionalismos. Fomos das primeiras equipas a ter casos de COVID-19. Acabamos para fazer três pré-epocas, perdemos ritmo competitivo, mas na minha opinião fomos sempre a melhor equipa. Não tivemos os nossos adeptos no estádio, custou muito e sentimos a falta deles. Infelizmente não conseguimos subir e estamos aqui para a luta novamente.

PS – Fora das quatro linhas, sentiram sempre o apoio da massa adepta do U. Lamas?

JM – Estavam sempre connosco. Durante a semana, por mensagens, vídeo, estavam sempre connosco. Mesmo fora estádio. Fomos à final na mesma, já com público, mas infelizmente não ganhamos o jogo.

PS – Este ano, só a subida interessa?

JM – O que interessa é ganhar todos os jogos. O U. Lamas é grande demais para esta divisão. Os adeptos merecem bem mais que a distrital. E vamos trabalhar passo a passo, sonhamos com a subida e queremos ganhar os jogos todos.

PS – O U. Lamas vai começar a época com um clássico de Aveiro para a Taça de Portugal. É bom começar a época com um rival como o Sp. Espinho no horizonte?

JM – No nosso estádio não tememos nenhuma equipa. Calhou o Sp. Espinho, vamos entrar para ganhar, sabendo que é um velho rival e uma equipa que está no Campeonato de Portugal.

PS – No campeonato, quem serão os grandes adversários do U. Lamas?

JM – Este ano há varias equipas. Beira-Mar, Águeda, Florgrade. Há equipas muito fortes, há sempre surpresas, como o ano passado houve o Canedo. Mas nós estamos na lista de candidatos e está mais que na hora de subir.

PS – O U. Lamas carrega consigo uma grande história. Face à mística envolta do clube, o U. Lamas irá ser sempre um clube atrativo?

JM – Sim. Para quem joga cá e para adversários. Quem vem aqui jogar vem sempre com uma motivação extra. É um estádio magnifico e impressiona os adversários. E essa mística também conta. E torna o clube atrativo, mesmo estando na distrital. A distrital também está mais desenvolvida. Alguns clubes já tem profissionais nos planteis e Aveiro é cada vez mais importante no futebol português.

PS – Quais são as melhores recordações que guarda nestes anos a representar o União?

JM – Os jogos com os rivais. Os jogos com o Lourosa, sempre com o estádio cheio, tanto aqui como lá, é incrível. Ter um estádio com oito mil pessoas é maravilhoso. E a final do ano passado que não ganhamos. Ia ser um momento muito lindo, mas com pena minha não ganhamos.

PS – Que mensagem gostaria de deixar para os adeptos e sócios do clube?

JM – Estamos à espera deles. Eles foram importantes o ano passado, na final e na meia final. E nós com eles vamos ser muito mais fortes do que se estivéssemos sozinhos. Apõem a equipa, com os adeptos do nosso lado, será muito mais fácil.

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