SÓ COM FORMAÇÃO É QUE PODEMOS SER UM CLUBE GRANDE”

Entrevistado: Amílcar Amorim, Presidente da Associação Cultural e Desportiva Fachense

PORTUGAL SPORT: Como nasceu a ACD Fachense?

AMÍLCAR AMORIM: A Associação Cultural e Desportiva Fachense é uma instituição que nasceu em 1950, através de um grupo de pessoas que gostava muito de futebol, pessoas de muito trabalho, que a muito custo construíram a associação.

PS: A equipa sénior subiu na época passada à 1ª Divisão do Campeonato da AFVC. É um dos grandes feitos dos 72 anos de história do clube?

AA: Sim, sem dúvida. Ao mesmo tempo, é também o resultado do crescimento que o clube tem tido nos últimos anos.

PS: Agora numa divisão superior, quais serão os principais desafios?

AA: O principal objetivo para esta época, relativamente à equipa sénior, é conseguir ficar na primeira divisão e cimentar a posição do Fachense. Sabemos que competimos com equipas com outro conhecimento e experiência nesta divisão, mas acreditamos muito no trabalho desenvolvido pela nossa equipa técnica e pelos nossos atletas.

PS: Sente que fruto deste feito, os adeptos estão ainda mais motivado para acompanhar a equipa?

AA: Atualmente, devemos ser dos clubes do campeonato regional de Viana do Castelo que mais adeptos leva aos campos de futebol. Eles foram muito importantes no título alcançado na época passada, mas serão ainda mais importantes esta época, pois será fundamental a equipa sentir o apoio dos nossos adeptos e da nossa claque.

PS: Focam-se também na formação. Com que escalões trabalham?

AA: Começamos na época passada com o futebol de formação, pois achamos que era uma grande lacuna no crescimento do Fachense. Acreditamos que só com formação é que podemos ser um clube grande. Este é, sem dúvida, o nosso atual maior desafio e o grande objetivo para que o clube possa crescer e afirmar-se como um clube de referência no concelho de Ponte de Lima.

Temos desenvolvido um trabalho de grande proximidade com a comunidade e temos tido muita adesão da parte dos atletas. Superamos, claramente, as nossas expectativas para estes dois primeiros anos, pois estamos inseridos num meio em que já existem outros clubes com formação. Atualmente, temos 105 atletas divididos por seis escalões: petizes, traquinas, benjamins, infantis, iniciados e juvenis.

PS: Como têm acompanhado o crescimento do futebol feminino?

AA: Já temos meninas incorporadas nas nossas equipas de formação e queremos ter muitas mais. Temos algumas ideias, mas, para já, é preciso criarmos alicerces e termos uma estrutura cada vez mais profissional em todo o processo de formação.

PS: Este ano realizaram o primeiro passeio BTT, que balanço faz deste evento? É para repetir?

AA: Claro que sim. A ideia partiu de um elemento da estrutura do clube que é amante de BTT e foi muito bem recebida pelo público. Claro que serviu também para angariar uma verba para ajudar nos investimentos que o clube precisa.

PS: Têm apostado nas redes sociais, sente que estas são cada vez mais importantes para promover o clube e o trabalho que nele se faz?

AA: Sem dúvida. É algo fundamental para dar a conhecer às pessoas a vida do clube e tudo o que vai acontecendo diariamente, pois o clube é muito mais do que a equipa sénior, há toda uma atividade diária associada às equipas de formação.

PS: Olhando para o futuro, que projetos têm já em mente?

AA: Nesta fase, queremos continuar a melhorar as condições do clube, nomeadamente com a aquisição de viaturas de apoio às deslocações para os jogos. Além disso, queremos certificar o clube como Entidade Formadora da Federação Portuguesa de Futebol. Para isso, todos os dias temos de trabalhar mais e melhor com os nossos quadros técnicos.

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