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Os Bebés do Mar são imortais

Com 25 presenças na Primeira Liga, com um 6º lugar alcançado, com uma Taça de Portugal no palmarés e com uma rica história no voleibol e na natação, o Leixões SC é considerado em Matosinhos muito mais do que um simples clube. Num país fortemente dominado por três grandes massas de adeptos, o Leixões SC é uma das poucas instituições que ainda preserva o bairrismo dentro sua da comunidade, sendo que o verdadeiro leixonense tem e terá sempre apenas um clube.

A imortalidade dos bebés do mar existe graças aos adeptos e associados do Leixões, que ao longo dos anos fizeram não só questão de marcar presença em todos os momentos, como em garantir que a memória dos antigos leixonenses nunca será esquecida. Aliás, o termo bebés do mar é ainda hoje atribuído à equipa no Leixões, quando os bebés do mar foram na verdade uma geração de miúdos que cresceram no clube e representaram brilhantemente a equipa do Leixões durante a década de 60. O Leixões era recém vencedor da Taça de Portugal, quando essa equipa de “bebés” surgiu em primeiro plano no clube, sendo que foi o histórico jornalista português Alfredo Farinha, o responsável por uma alcunha, que perdura até hoje.

Curiosamente essa geração marca também o começo do Leixões como uma escola de talentos, uma vez que o clube de Matosinhos foi durante várias décadas um dos baluartes da formação de jogadores em Portugal. Chico Faria, Jacinto, Folha, Fonseca, Tibi, Tozé, foram apenas alguns dos grandes nomes que passaram pela formação dos “bebés”.

De forma a que a história do clube nunca seja esquecida, mas procurando não viver do passado, o Leixões SC vive hoje um momento de viragem na sua história, após nos últimos anos terem perdido protagonismo no desporto nacional. Enquanto o voleibol feminino contínua a dar cartas e a ser o ponto forte do clube em termos competitivos, os masculinos de voleibol, o futebol e a formação procuram regressar a um nível que respeite os pergaminhos e a história da instituição. O facto da massa adepta do Leixões ser uma das mais apaixonadas, assim o exige.

De forma a preservar o legado leixonense e alguns dos principais protagonistas da história do clube, foi construido no Complexo Óscar Marques (que está em processo de renovação, precisamente com o objetivo de alavancar a formação do clube) um mural denominado de “Um Legado de Memórias”. Esta obra foi criada também com o objetivo de inspirar uma futura geração de bebés do mar. Este mural é uma peça de arte urbana, que procura preservar as memórias, as histórias e o orgulho nas origens do clube. O mural procura “contar uma história” sobe o ponto de vista de Óscar Marques, figura maior do clube e o mentor dos ideais do Leixões, que perduram até ao dia de hoje e que influenciaram dezenas de figuras proeminentes do clube, que surgiram durante e após a sua passagem pelo emblema de Matosinhos.

Juntamente com Óscar Marques, estão representados no mural outras figuras do clube, como Horácio, João Faneco, Esteves, Esmeralda Cruz, Teófilo, Avelino e o rei das subidas, Vítor Oliveira. Um parede com história, com alma e que fala através das imagens.

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