Arouca volta à I Liga

Equipa de Armando Evangelista acabou em 3º lugar e garantiu segunda subida em dois anos

Duas subidas em dois anos seguidos valeram ao Arouca o regresso ao futebol português, depois de ter descido da I à II Liga em 2017, ou seja, há apenas quatro anos. O clube ainda passou pelo Campeonato de Portugal, em 2019/20, mas o técnico Henrique Nunes conseguiu levar o emblema até ao segundo escalão. Esta época, já com Armando Evangelista no comando, o Arouca garantiu o terceiro o terceiro ligar na II Liga e com isso teve direito a disputar o playoff de subida/descida com o Rio Ave, antepenúltimo da I Liga.

A eliminatória com os vila-condenses foi um… passeio para o Arouca. Venceu por 3-0 em casa, na primeira-mão, e repetiu o triunfo em Vila do Conde, desta feita por dois golos sem resposta. Um agregado de 5-0 que demonstra a clara superioridade dos homens de Armando Evangelista.

“Acho que mais uma vez ficou demonstrado o foco e aquilo que a gente tinha vindo a demonstrar ao longo da época. Nestes dois jogos ficou bem patente a qualidade que pouca gente quis ver. Neste playoff mais gente olhou para o Arouca, ficou bem patente o carácter e a qualidade que este Arouca demonstrou ao longo da época. Verdade seja dita que, para chegar a um playoff e ter a intensidade que a gente demonstrou, muito contribuiu também o que as outras equipas exigiram do Arouca. Obrigaram-nos a crescer, a ser mais equipa, por isso nos termos apresentado desta forma frente a uma equipa da I Liga que tem outro tipo de argumentos que o Arouca não tem”, disse Armando Evangelista, técnico do Arouca.

“Foram duas quedas, para a II Liga e para o Campeonato de Portugal, mas com a garra que os arouquenses têm, eu incluído, já fizemos coisas bonitas e continuamos a fazer coisas bonitas. Só assim é que um clube faz destas coisas. Ninguém dava nada pelo Arouca, ninguém pensava que o Arouca ia fazer aquilo que fez. Ninguém nos passava confiança, mas nós internamente, desde o primeiro dia em que contratei os jogadores e este grande treinador, que o nosso objetivo, para nós, era este. Nunca saiu nada cá para fora, estivemos caladinhos, mas o nosso objetivo era este», resumiu, por sua vez, Carlos Pinho, presidente dos arouquenses, dando conta da sua convicção.

«Estou muito orgulhoso por voltarmos a este patamar. Era o meu sonho, o meu objetivo, desde sempre. Conseguimos chegar lá. Quem me conhece sabe que sou um guerreiro, um apaixonado. Desde sempre quis subir de divisão, fosse diretamente ou o playoff. Sendo o playoff, queria muito que fosse o Rio Ave. Não sei porquê, mas tinha fé muito grande que se fosse o Rio Ave iríamos passar. Fizemos dois jogos, ganhámos em casa 3-0 e em Vila do Conde 2-0. Chegámos com mérito à I Liga».

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