JO 2020: Missão Cumprida

Portugal cumpriu com todos os objetivos a que se propôs, à partida para o Japão, onde se disputaram os Jogos Olímpicos 2020. Além do recorde de medalhas, há outros dados que importam destacar sobre a participação lusa no evento.

Além do ouro de Pichardo, da prata de Mamona e do bronze de Pimenta e Jorge Fonseca, Portugal alcançou a 56ª posição no medalheiro dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Portugal superou as participações de Los Angeles 1984 e Atenas 2004, além da primeira vitória olímpica desde 2008, quando Nelson Évora conquistou o ouro do triplo salto, em Pequim.

No que respeita aos diplomas, conseguidos por classificações acima do oitavo lugar, Portugal superou a meta dos 12 diplomas, superando os objetivos traçados em todos os pontos e registos.

A conquista de Pedro Pichardo não deixou de causar alguma controvérsia, derivado da rivalidade com Nelson Évora, que não foi esquecida pelo antigo campeão olímpico durante esta última participação, e que valeu um comentário por parte do presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino. «Nas missões olímpicas, incluindo medalhados, já houve atletas que não nasceram em Portugal, se naturalizaram, e já tinham representado o seu país nos Jogos, coisa que não tinha acontecido com Pichardo».

O presidente do COP afirma ainda que «É uma situação que facilmente se supera, porque o que é importante é que é um cidadão que escolhe Portugal, traz a sua família, quer ser português, representar Portugal, e foi o talento, qualidade, esforço e entrega que fez com que todos, mesmo todos, nos emocionássemos quando a bandeira subiu e cantámos o hino nacional. Devemos-lhe esse momento. E ele também o sentiu. A nossa missão tinha 92 atletas. Nesses 92, 16 correspondente a seis modalidades, em 17, não nasceram em Portugal. Destes 16, cerca de seis atletas não nasceram em Portugal, mas vieram porque os pais procuraram Portugal. A formação desportiva é feita em Portugal, não fora. Isto significa que 88% da nossa missão olímpica tinha atletas cuja formação desportiva foi em Portugal».

José Manuel Constantino deixou ainda um recado para Nelson Évora. “O que tenho a dizer é que Portugal deve ter o maior apreço e admiração pelos seus atletas e sobretudo uma grande admiração por aqueles que, além de nos representarem, são talentos nacionais, com prestações de caráter internacional que a todos nos devem orgulhar. Mas nenhum desses nossos talentos está acima de Portugal. Estamos aqui a representar Portugal, não nos estamos a representar a nós próprios. E nessa circunstância uma representação nacional deve exigir de todos os envolvidos um sentido de companheirismo, de colaboração, de entreajuda. Porque quem sai a ganhar é Portugal, independentemente dos estados de alma que cada um tenha relativamente aos seus colegas de profissão ou de missão”.

Resta salientar que no encerramento da competição, Pedro Pichardo foi o porta-estandarte da comitiva portuguesa.

Fotografia: Facebook do Comité Olímpico de Portugal

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